Um advogado é um interprete e um aplicador constante do direito.
Porém, a interpretação e a aplicação do direito corresponde a um capitulo que se dá, quando muito, em uma ou duas semanas, numa cadeira anual do primeiro ano do curso de direito que se chama "Introdução ao Estudo do Direito". É somente a matéria mais importante que um advogado pode aprender. Se não souber interpretar e aplicar o Direito, não sabe fazer nada. Na Faculdade deveria corresponder a, pelo menos, uma cadeira semestral. Mas o que espanta ainda mais é a completa ausência de tratamento no Estágio proporcionado pela Ordem dos Advogados.
Depois de saber interpretar e aplicar o direito o advogado deve saber comunicá-lo. A cadeira que deveria tratar essa matéria seria a velha lógica e retórica, que se estudam, salvo erro em filosofia. Mais uma vez, constata-se a lacuna.
O resultado é uma enorme confusão. Confunde-se interpretação com liberdade e com citação, alegações com gritos e conhecimento com repetição. Valhe-nos, o mais vezes, os Juízes.
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